Ciclo B

Jesus1Textos: 1 Re 19, 4-8; Ef 4, 30 – 5, 2; Jo 6, 41-51

Ideia principal: Sem é impossível entender, valorizar e se aproximar do banquete onde se serve para nós este Pão de vida eterna, que é Jesus.

Síntese da mensagem: Continua a catequese de Jesus sobre o Pão da Vida na sinagoga de Cafarnaum. Hoje Cristo nos pede para crer que Ele é o verdadeiro Pão da Vida que Deus envia à humanidade para saciar a sua fome. O que crer Nele terá a vida eterna.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, a pode passar por momentos duros psicológicos, como aconteceu com o profeta Elias na primeira leitura de hoje. Elias, fugindo das ameaças de morte da rainha Jezabel, é vencido pelo medo e pela depressão, apesar de ter feito gala de coragem e de confiança na cena anterior. Esta imagem do profeta, tocando os limites da existência, resulta entranhável e comovedora. Não menos comovedores são os cuidados de Deus para como profeta, brindando-lhe comida e alento através de um anjo numa dupla cena que lembra a da torrente Querit. Já no deserto, a fuga de Elias se converte numa peregrinação ao Horeb, à montanha de Deus: “Fortalecido por esse alimento, caminhou quarenta dias e quarenta noites até a montanha de Deus, o Horeb”. Elias parece desbandar-se do caminho do povo em busca das origens da fé. Para nos aproximar e gostar do Pão da Eucaristia temos que vencer todos os obstáculos desde a fé e da confiança em Deus. Deus deu a Elias pão para comer, o que o encheu de energia. Assim também nós na Eucaristia.

Em segundo lugar, o Evangelho me convida a purificar a de outros obstáculos mentais. O povo, que seguiu Jesus até agora mais por interesse próprio do que por fé, começa a criticá-lo. Não estão preparados para crer e seguir as suas palavras, quando repreende neles a sua prudência humana e as suas ideias preconcebidas. Não é estranho à nossa experiência: tendemos também a eleger o que mais gostaríamos ou não gostaríamos crer. Jesus deixa bem claro que a fé é um presente de Deus: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrair”.  Temos que sentir a atração por Jesus! Caso contrário, qualquer espertão por ai, ou um carrossel psicodélico ou feira de praça atrairá mais a nossa atenção do que este Pão de vida eterna.

Finalmente, e com a robustecida e purificada, então estamos preparados para comer deste Pão e a nossa alma terá vida; cresceremos na fé, esperança, amor a Deus; amor, justiça e solidariedade com os demais. Se comermos o Corpo de Cristo, não morreremos para sempre; viveremos para sempre depois da morte, pois a Eucaristia é penhor da glória futura. Na semana passada contemplamos a Eucaristia como sacrifício; sacrifício incruento de Cristo, atualizado na santa missa. Hoje damos um passo mais: a Eucaristia também é penhor da glória final. Quem a receber como corresponde, viverá para sempre. Não quer dizer, logicamente, que a recepção da Eucaristia vai nos libertar da morte corporal. Nós comungamos com frequência, e apesar de tudo um dia vamos morrer. Aqui se trata da morte espiritual, da morte eterna. O Pão que desce do céu nos liberta dessa morte e nos dá vida que não perece. Todo alimento nutre segundo as suas propriedades. O alimento da terra alimenta para o tempo. O alimento celestial, que é Cristo, Pão descido do céu, alimenta para a vida eterna. O nosso Horeb é o céu. Até ali, até esse limiar, acompanhar-nos-á o pão descido do céu.

Para refletir: Quais são as minhas motivações para receber a Santa Comunhão? Desfruto do banquete da Eucaristia? Como está minha fé neste sacramento da Eucaristia?

Para rezar: Obrigado, Senhor, pela vossa Eucaristia que não só nos acompanha na nossa peregrinação ao céu, mas que, em certo modo, já desde agora semeia algo de “céu” no nosso interior. Senhor, dai-me consciência de que na Sagrada Comunhão vos recebo ressuscitado e glorioso; e me aplicas o fruto da vossa Paixão; e me comunicais o germe da vossa ressurreição. Quanta alegria me dá o que diz São Gregório de Nisa: “ao receber-vos, converteis-me em princípio de ressurreição, freando em Vós a decomposição da minha natureza”. Vós sois, Senhor, o remédio de imortalidade, como santo Inácio de Antioquia dizia. E eu creio nisso.

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail: arivero@legionaries.org

Acesse também: Curso completo para dar uma boa homilia

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