Corpus Christi

Pe Scaravelli, c.s.

A celebração do Corpus Christi (Corpo de Cristo) é de suma importância para toda a Igreja. Em alguns países, como o Brasil, a festa é celebrada durante a semana e é feriado nacional. O Brasil tem sua raiz católica porque foi evangelizado pelos sacerdotes e missionários provenientes de Portugal, Espanha, Irlanda, e Itália entre outros e também pelos imigrantes europeus provenientes de países aonde se professava a fé católica.

Nessa festa recordamos o ato redentor de Deus através da morte e ressurreição de Jesus que se atualiza permanentemente na eucaristia. A Eucaristia é o sacramento da Unidade ao redor do qual nasceu e cresceu a nossa Igreja. Ao redor do altar construímos a comunidade e a vida comunitária. “O pão é um só, assim nós, embora muitos, somos um só corpo” (2ª. leitura). Na eucaristia celebramos, pois, a união com Deus e a união com os nossos irmãos.  Não há Igreja católica sem Eucaristia. Participar da Missa dominical é sinal visível da nossa pertença à Igreja de Jesus.

O povo em marcha para a Terra prometida sentia-se cansado e faminto. Deus envia o Maná do céu, como preanuncio do verdadeiro Pão descido do Céu, e alimenta o povo no deserto.  Na primeira leitura Moisés lembro o povo como Deus o conduziu através do deserto alimentado- co o maná e explica o sentido desse Maná: “O Senhor te humilhou fazendo-te passar fome e te alimentou com o Maná para te ensinar que não só de pão vive o homem, mas de tudo o que sai da boca de Deus”.

Quando a gente está com fome, toda comida é saborosa até mesmo o maná. Mas se alguém se saciou com fast-food, ainda o melhor banquete não será apreciado. Perguntamo-nos: Se a eucaristia é o corpo de Cristo, por que a maioria dos cristãos não dá importância à santa missa?  Será porque estão saciados de fast-food (drogas, hedonismo, passar bem) ou talvez, porque entendem que a celebração Eucarística não passa de um simples culto ou oração qualquer?!

Comer o corpo de Cristo é participar da história, da vida e do amor apaixonado que Jesus tem por nós. É descobrir que somente Ele alimenta e acalma as nossas inquietações. Essa é a diferença que distingue a Eucaristia do maná. O maná era só o pão da terra para o povo no deserto, a Eucaristia é Deus mesmo que nos alimenta e se une a nós.

“Se te aproximas do altar e lembras que alguém está de mal contigo, deixa a tua oferta, e vai reconciliar-te com o teu irmão e logo venha oferecer o teu sacrifício”. Deus quer ser adorado, mas por um coração puro, livre de raiva, de ódio, de indiferenças. Um coração comprometido com a fraternidade.

Não está bem que um ministro da eucaristia venha servir o altar sem estar reconciliado com a sua esposa ou vice-versa.

Não está bem que o padre presida a celebração eucarística estando de briga com seu irmão ou com os fiéis;

Não está bem que alguém que esteja roubando e aproveitando-se do seu irmão e venha enganosamente fazer comunhão na Eucaristia.

Em definitiva a Eucaristia ademais do sentido devocional, de adoração, também tem um sentido social, de compromisso com a fraternidade universal.

Jesus não se encarnou para ser adorado, mas para estabelecer o seu Reino entre nós e dar-nos a salvação. Nós sim necessitamos dar-lhe adoração e glória. Por isso nos ajoelhamos diante do Santíssimo e o adoramos, porque é aqui aos pés de Jesus que aprendemos a perdoar, a ser generosos e misericordiosos com os nossos irmãos.

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