Textos: Atos 9, 26-31; 1 João 3, 18-24; videira icone

Ideia principal: Cristo é a Videira ou Cepa, nós os ramos.

Síntese da mensagem: a imagem da videira é constante na Bíblia. A relação de Israel com Deus é apresentada com esta comparação. A videira alimenta os ramos, lhes da vida. Pelos ramos corre e circula a seiva, formada com água e nutrientes compostos. A seiva transporta o alimento para os ramos. Cristo é aVideira e a seiva da Igreja, das nossas comunidades e da nossa alma (evangelho). E os frutos desses ramos unidos à Videira são: a caridade (2 leitura), a valentia na pregação para outros se enxertarem nessa Videira que é Cristo (1 leitura).  

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, a vinha era o emblema nacional para Israel, que a mesma coisa estava no escudo guerreiro dos Macabeus- heróis da resistência palestina contra Síria no século II a.C.- que se pendurava no templo de Jerusalém. No vestíbulo do Sancta Sanctorum estava pendurada uma gigantesca videira de ouro e o sonho do judeu emigrante, peregrino ou turista, era chegar um dia com punhado de ouro para acrescentar àquela videira uma uva àquele cacho, uma folha, uma gavinha, um ramo. Foi neste contexto agrícola e ampelógrafo, cultual e cultural quando Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os sarmentos”, “sem mim nada podeis fazer”, e todos entenderam. Nós também? São João entendeu; quem nos seus escritos repete 24 vezes e são Paulo até 164 vezes a frase ou o seu equivalente insertados e enxertados “em Cristo Jesus”, pois fora Dele, nada, nada de nada. Nós entendemos isso, colonos da vinha mística, que é a Igreja, ramos vivos da Videira imortal, que é Cristo? Nós, por cujos vasos peneirados e liberianos corre a seiva divina, que arrasta em emulsão a graça sobrenatural, que é a vida de Deus?        

Em segundo lugar, ramos unidos ou desprendidos da Videira-Cristo? Desenlace distinto e distante. Os ramos unidos a essa Videira-Cristo, darão muito fruto. Foi o dia do nosso batismo quando os nossos ramos se uniram a essa Videira-Cristo. Desde esse dia começou a fluir em todo o nosso organismo a seiva divina, a vida de Deus, com os nutrientes da fé, da esperança e da caridade. O nosso ramo necessita mais seiva, isto é, vida divina, para crescer, desenvolver-se e obter os caules, os galhos, as folhas e os frutos esperados. Esta seiva vem injetada em nós na participação dos sacramentos, sobretudo na Eucaristia. Que frutos? Frutos na vida pessoal são as virtudes. Frutos na vida familiar: união, diálogo, respeito, fidelidade, educação dos filhos. Frutos na vida profissional: honestidade, retidão, responsabilidade. Frutos na vida pastoral: interesse pelas pessoas, abertura aos diversos grupos, movimentos e carismas, colaboração mútua, compromisso com a evangelização. Mas os ramos desprendidos dessa Videira-Cristo morrerão. O ramo se desprende da Videira- Cristo quando peca. O que acontece? O pecado mortal impede totalmente a irrigação sobrenatural e nos converte num galho seco e estéril. E para que serve um galho seco senão para ser jogado no fogo da inutilidade? As faltas veniais, as imperfeições e mediocridades constantes são como uma arteriosclerose que endurece pouco a pouco o nosso coração por falta de irrigação, pois as artérias da alma se tornam rígidas e grossas, dificultando a circulação sanguínea da vida divina.         

Finalmente, tem que ficar bem claro que os ramos mais frutíferos serão podados para darem mais fruto ainda. É um paradoxo que não podemos entender. Deus às vezes o quer e permite. É interessante repassar a vida dos santos: quanto mais santos, mais podas e provas tinham: físicas, morais e espirituais. Deus os podava para que dessem mais fruto. Provou santa Teresa de Jesus e são João da Cruz, e como os provou. Provou e podou santa Teresinha de Lisieux. Provou e podou são João Bosco. Provou e podou o santo padre Pio de Pietrelcina. Provou e podou são João Paulo II. Graças a essa poda, caem de nós os galhos inúteis, os empecilhos que dificultavam a passagem triunfal da seiva de Cristo, as folhas secas da nossa vontade própria, dos nossos desejos vácuos, infantis e caprichosos. Diante das podas, paciência. E olhar para Cristo que foi podado até o final da sua vida: bofeteado, pisoteado, feito um verme por nós na cruz. E no final deu o fruto dos frutos: a salvação eterna da humanidade e a reconciliação com o seu Pai celestial.          

Para refletir: Estou unido a Cristo- Videira na oração, na Eucaristia? Quais pâmpanos está dando o meu ramo? Quanto tive a desgraça de me desprender dessa Videira, corri para a Confissão onde sempre receberei de novo a irrigação da vida divina perdida pelo pecado? Deixo-me podar por Deus para que o meu ramo produza o melhor fruto ou me rebelo? Ofereço aos meus irmãos os frutos dos meus ramos?   

Para rezar: Senhor, apertai o meu ramo com a vossa Videira para que cada dia a vossa vida divina invada todo o meu ser. Senhor, mandai a vossa chuva do céu para que sempre esteja verde o meu ramo e cresça. Senhor, não tenhais medo da poda, porque assim me desprenderás de todas as gavinhas inúteis.  

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:  arivero@legionaries.org

SãO PAULO, 28 de Abril de 2015 (Zenit.org) – Ciclo B

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