pão da vida2Ciclo B

Textos: Ex 16, 2-4.12-15; Ef 4, 17.20-24; Jo 6, 24-35

Ideia principal: Do pão material é preciso passar ao pão espiritual.

Síntese da mensagem: O ser humano não é só corpo. Também tem alma, e afeto e sentimentos e espírito. Querer saciar o corpo é viver só num nível biológico e como os pagãos (2 leitura). Querer alimentar só a alma é coisa de anjos. Atender corpo e alma é humano e divino ao mesmo tempo.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, o maná do deserto (1 leitura), que Moisés conseguiu para o seu povo durante o deserto, é uma prefiguração do Pão celestial que Cristo nos dará na Eucaristia. Moisés quis que o seu povo superasse o cansaço, o desanimo e a rebelião. O maná do Antigo Testamento não dava a vida; todos os que dele se alimentavam, cedo ou tarde sucumbiam. O Pão verdadeiro que é Cristo, ao contrário, dá a vida que não morre, pois o homem também tem outras fomes profundas: fome de amor, de felicidade, de verdade, de segurança, de sentido da vida. O pão corporal era o pão de morte, porque só se ordenava a restaurar as forças, sem evitar com isso a morte ulterior. O Pão espiritual, pelo contrario, vivifica, porque destrói a morte. Por isso, Cristo é o Pão verdadeiro, do qual o maná era somente a figura. E Deus se preocupa de dar o seu “pão” aos cansados. E esse Pão é o seu Filho em dois pratos gratuitos em cada missa: o pão da Palavra e o pão da Eucaristia. É um grande pesar que alguns fiquem felizes com a “panela de carne” do Egito. A coisa má não é ter fome, mas não ter fome das coisas que valem a pena, não saber que nos faz falta o autêntico pão. A coisa má e ficar satisfeito com a “panela de carne” que oferece o mundo, com valores que não são últimos.

Em segundo lugar, todos sabemos como é o processo do pão. Grão que se enterra na terra e passa o seu inverno. Depois floresce em espiga. A espiga é cortada e levada ao molinho e se tritura. Assim também aconteceu com Cristo que é o Pão vivo, feito Palavra e Eucaristia. Também Ele se enterrou durante 30 anos em Nazaré. Brotou a espiga da sua maturidade. E antes de se fazer comível e digerível como alimento de imortalidade, passou pela Paixão, onde se deixou triturar pelos golpes, pelas chicotadas, pelo ódio, pela lança, para fazer-se Pão da nossa Eucaristia. Como o trigo, Cristo deve ser moído antes de se tornar Pão de vida eterna. A Igreja chama isto a Eucaristia como sacrifício. É verdade que Cristo já ofereceu o sacrifício na cruz uma vez por todas naquela primeira Sexta-feira Santa. A Eucaristia prolonga este aspecto sacrificial: é o sacrifício de Cristo, renovado, perpetuado, atualizado sobre os nossos altares. Ao celebrar esse sacrifício na missa fazemos memória da sua morte, dessa morte que foi uma e não muitas. A Eucaristia é, pois, o sacramento do sacrifício da Cruz, onde nos dá a comer o Pão que é a sua Palavra e o seu Corpo.

Finalmente, assim como o pão material nos faz crescer no corpo, assim também o Pão da Eucaristia, que é Cristo mesmo, faz-nos crescer em virtudes. Crescemos para cima, para uma visão sobrenatural, superando a visão rasteira e humana. Crescemos para os lados, estendendo as nossas mãos para ajudar os demais, superando o nosso egoísmo e o nosso fechamento. Crescemos para dentro, para poder ter em nós os mesmo afetos e sentimentos de Cristo Jesus. Não somos nós que assimilamos Cristo, mas é Cristo quem nos assimila, dir-nos-á Santo Agostinho. E nos faz crescer, até alcançar a sua estatura, como diz São Paulo na carta aos Efésios. Não só nos faz crescer, mas que também nos une ao seu próprio sacrifício. Na Eucaristia nós também comemos e participamos da sua paixão, morte, ressurreição e ascensão. O seu sacrifício passa também pelas nossas mãos e pela nossa vida; completando em nós “o que falta à Paixão de Cristo”.

pãoPara refletir: Desejo esse Pão que é Cristo, ou me conformo com outros pães que o mundo me oferece? Contento-me com assistir passivamente a missa ou também me imolo interiormente com Cristo para a vida do mundo? Sou pão terno que me ofereço aos meus irmãos mediante a entrega generosa, a disponibilidade sem medida, a escuta atenta? O que procuro em Deus: só as soluções a problemas materiais e humanos? Ou também busco soluções para os meus problemas espirituais?

Para rezar: Dai-me sempre deste Pão de vida eterna, Senhor. Que eu não pense mais nas cebolas do Egito sedutor.

Ecclesiae de São Paulo (Brasil)

Por Pe. Antonio Rivero

São Paulo, Região Sudeste, Brasil, (ZENIT.org)

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:  arivero@legionaries.org

Acesse também: Curso completo para dar uma boa homilia

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