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Pe. Volmar Scaravelli, .c.s
 
A vinda do Messias esperado desperta reações diferentes. Para alguns que  conhecem as Escrituras  o Jesus da manjedoura provoca decepção. Para os detentores do poder, provoca alarme, como a Herodes e o povo de Jerusalém.  Mas os pastores, considerados gente bruta e pecadora cantam junto aos anjos “Gloria a Deus e Paz aos homens de boa vontade”. Os magos conduzidos  pela Estrela-guia vem do estrangeiro e acolhem o Rei-Salvador. Jesus foi rejeitado por uns e aceito por outros.
A Epifania é precisamente a celebração da revelação de Deus a todos, absolutamente a todos, também e especialmente aos pagãos, aos pecadores, aos rejeitados da sociedade religiosa. Fica claro que Ele não veio somente para o povo de Israel como os judeus supunham. Os magos do oriente representam  todos os povos que mesmo sem conhecer as Escrituras, reconhecem e aceitam a Jesus como Deus e Senhor.
“O povo que andava nas trevas, viu uma grande luz…” Através da encarnação de Deus aparece a luz no meio da escuridão.  No mundo das trevas do pecado, mundo de injustiças, de guerras, de ódio, da avidez de poder, mundo da opressão, da fome que mata milhões de crianças, descende Maria e o fruto do seu ventre: Jesus. No meio dessa noite tenebrosa  brilha a  luz.
Dois mil anos se passaram e Deus quer novamente suscitar a mesma luz no meio de nós. É que o mundo se esqueceu daquele Menino inefável e as trevas voltaram a reinar.
O ser humano continua padecendo das mesmas fraquezas e fragilidades, revestido do mesmo orgulho e prepotência. O Rei Herodes foi substituído por outros muitos Herodes a quem não lhes importa a vida e o bem-estar de milhões de seres humanos; e nessa sociedade que se pretende civilizada continua a matanças dos inocentes e a fuga para o Egito de centenas de milhares de pais e mães com seus filhinhos no colo.
Pilatos que mais tarde se lavará as mãos ante a condenação desse mesmo menino, foi substituído pela cultura da indiferença, do “esse não é meu problema” this  is not my business”,  de  igrejas omissas que o que mais fazem é manipular as cabeças dos fiéis, de uma sociedade acomodada e adormecida que consegue aceitar um sistema que privilegia uma pequena maioria e consegue viver e dormir tranquilamente enquanto as desigualdades sociais são cada vez mais abomináveis.
 
Eis o mundo das trevas, da escuridão, o mundo dessacralizado aonde poucos percebem o que está acontecendo na gruta de Belém, naquele singelo presépio. Mas por outro lado, estamos profundamente persuadidos que o poder da luz é mais poderoso que o poder das trevas, porque hoje como há dois mil anos Deus suscita nos corações dos homens e mulheres de boa vontade a aparição luminosa do Menino-Deus. Porque diante da ternura desse menino todo joelho se dobrará, até mesmo os de Satanás.
Então sempre será Natal. Ali onde haja uma pessoa que se ajoelha e reza, ali onde haja um  gesto de amor e de perdão, ali onde haja uma mão estendida, ali onde haja um encontro profundo com Deus, ali brilha a luz, ali é Natal.  
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