Resultado de imagem para eu sou a videira“Eu sou a Videira”

Padre Scaravelli, c.s.

 O evangelho da Videira e dos ramos mostra quem somos nós. Somos cristãos-católicos, unidos a Deus através de Jesus. Jesus fala que a união entre ele e nós é tão profunda que um não pode subsistir sem o outro. Fala oito vezes: “Permanecei em mim”.

O elo de união é muito mais forte do que ser membros de um clube, a relação é muito mais profunda que entre os membros de uma família. Estamos unidos a Cristo como os ramos estão unidos à videira. A seiva da videira passa para os ramos. Os ramos somente sobrevivem se estiverem unidos à videira. Assim, a vida de Jesus corre em nós como corre a seiva para os ramos, como corre o sangue nas veias. “Sem mim nada podeis fazer”.

 A vida cristã encontra e celebra essa união na Eucaristia. O ápice dessa união se dá na Missa. A Celebração eucarística é o ponto máximo dessa união.

 Nela proclamamos Palavra e partimos o Pão: Sinais visíveis da presença de Deus. Por isso quando celebramos a Eucaristia todos estamos unidos como irmãos e ninguém é estrangeiro, nem aquele que veio pela primeira vez, nem aquele que fala outra língua, nem aquele que somente vem uma vez ao ano, nem mesmo aquele que não é cristão mas veio essa semana para acompanhar sua esposa: todos, absolutamente todos somos irmãos, fazemos parte da comunidade em Cristo.  Na entrada da nossa igreja há uma frase que expressa isso: We are all welcome! Todos somos bem-vindos!

 No caminho de Emaús, Jesus era o estrangeiro que se aproximou dos dois discípulos e caminhou com eles, e ao explicar as Escrituras e ao partir o Pão, eles reconheceram a Jesus. Quando explicamos as Escrituras é Deus mesmo que fala aos nossos corações. Quando partimos e repartimos o Pão é Jesus Ressuscitado que se faz presente.

E neste mistério Eucarístico, estamos unidos ao Pai e com toda a Igreja. Por isso, rezamos uns pelos outros. É a Comunhão dos Santos que professamos no Creio.

Na primeira leitura de hoje, o apóstolo Paulo, depois de três anos de missão, volta a Jerusalém e encontra um clima de medo e de desconfiança contra ele porque todos sabiam que ele havia sido um perseguidor. Mas ele não se decepciona, nem se afasta da comunidade, pelo contrário, “permaneceu” unido a Cristo e à Comunidade. Mais tarde ele vai dizer: Quem nos separará do amor de Cristo? As dificuldades? As doenças? A inveja? A morte?  As críticas? O mau exemplo de um irmão? Nada nos separará do amor de Cristo.

 Porque cristianismo não é só um encontro pessoal com Jesus, é também uma experiência de partilha da fé e do amor com os irmãos. Irmãos que muitas vezes desconfiam uns dos outros, que não são simpáticos, que se machucam…

 – Diante das contrariedades, somos tentados a abandonar tudo…Há pessoa que andam pulando de galho em galho, mudando de igreja, de comunidade….Paulo não abandona…Nada nos separará…- Nenhum motivo nos deve levar a renunciar à unidade…A unidade está acima de tudo, das nossas certezas, das nossas convicções e até das leis.

 “Eu sou a Videira e vós sois os ramos”. Permanecei em mim (Jo 15,1-8)

Essas palavras, numa ceia de despedida, representam o seu “Testamento”. É coisa muito séria.

Jesus é o tronco, nós somos os ramos e o Pai é o Agricultor. Ele cuida da videira, poda os ramos para produzirem mais. Os ramos secos ele corta e joga no fogo.

 Para dar frutos, os “ramos” precisam de duas coisas: Estar unidos à Videira a fim de receber a seiva, e de vez em quando, ser podados.  Ao ser podarmos, os ramos derramam gotas que até parecem lágrimas chorando de dor por causa da poda, mas se não for assim, a árvore produzirá muitas folhas e poucos frutos…

 Não lamentes, portanto, quando pensas que Deus está te castigando, Ele somente está podando para que produzas mais e melhores frutos.

 

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