Jesus maria e joseDirigente: O Natal já se aproxima, entre muitos afazeres a vida teima em nascer. A vida desponta outra vez. A vida não espera a hora certa, dia certo, ela nos surpreende sempre.

Que tal neste início de encontro lembrar todos os nascimentos do ano. O Natal aconteceu e acontece em cada família em cada coração que acolhe um novo ser. Com Maria, José, os pastores e os reis magos, contemplemos as maravilhas de Deus, as alegrias vividas no ano que passou.

(Colocar os nomes no presépio dizer em alta voz o nome dos nascidos durante o ano)

Canto de abertura (à escolha)

Dirigente: Envolvidos pela caridade divina, iniciamos nosso encontro:

Todos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Hino

  1. Oh vinde depressa, do seio da virgem, Beleza dos céus! O mundo admire: um tal nascimento é digno de Deus.
  2. Não germe de homem, mas sopro divino no seio o gerou. O Verbo de Deus se fez nossa carne, o ventre deu flor.
  3. A vida já cresce no seio da Virgem que guarda a pureza.
  4. Deus mora em seu templo e brilha a virtude em toda a grandeza.
  5. Que venha o herói que é homem e é Deus, do quarto nupcial, correr glorioso seu nobre caminho, a trilha real.
  6. Igual a Deus Pai, reveste dos homens a carne, a fraqueza, e, desta maneira, nos dá a virtude, de Deus fortaleza.
  7. Já brilha o presépio, e um novo esplendor a noite nos traz. Que fujam as trevas, a fé resplandeça e reine a paz.
  8. A vós, Rei piedoso, e ao Pai que nos ama, a glória convém. Com vosso Espírito reinais sobre o mundo nos séculos. Amém.

Dirigente: Deus de misericórdia, vendo o ser humano entregue à morte, quisestes salvá-lo pela vinda do vosso filho; fazei que, ao proclamar humildemente o mistério da encarnação, entremos em comunhão com o Redentor. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém!

Aclamação ao Evangelho

Dirigente: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. (Lc 2,1-19)

Todos: Glória a vós Senhor!

Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império.  Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria.  Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.  Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa.

Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho.  Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo.  Mas o anjo disse aos pastores: «Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo:  hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor.  Isto lhes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura. »  De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão de anjos. Cantavam louvores a Deus, dizendo:  «Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados. »Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu, os pastores combinaram entre si: «Vamos a Belém, ver esse acontecimento que o Senhor nos revelou.»  Foram então, às pressas, e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.  Tendo-o visto, contaram o que o anjo lhes anunciara sobre o menino.  E todos os que ouviam os pastores, ficaram maravilhados com aquilo que contavam.  Maria, porém, conservava todos esses fatos, e meditava sobre eles em seu coração.  Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que haviam visto e ouvido, conforme o anjo lhes tinha anunciado.

— Palavra da Salvação!

Todos: Glória a vós, Senhor!

 Vamos meditar!

Dirigente: O a Exortação Apostólica, a Alegria do Evangelho, nos ajuda a compreender o Mistério da Encarnação e contemplar com os olhos da fé o nascimento de Jesus.

Leitor 1: Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. Ela é a serva humilde do Pai, que transborda de alegria no louvor. É a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. É aquela que tem o coração trespassado pela espada, que compreende todas as penas. Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça. Ela é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus.

Todos: Virgem e Mãe Maria, Vós que, movida pelo Espírito, acolhestes o Verbo da vida na profundidade da vossa fé humilde, totalmente entregue ao Eterno, ajudai-nos a dizer o nosso «sim» perante a urgência, mais imperiosa do que nunca, de fazer ressoar a Boa-Nova de Jesus.

Leitor 3 – Maria é a mulher de fé, que vive e caminha na fé[1], e «a sua excecional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante para a Igreja»[2]. Ela deixou-se conduzir pelo Espírito, através de um itinerário de fé, rumo a um destino feito de serviço e fecundidade. Hoje fixamos nela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem comprometidos evangelizadores[3].

Todos: Vós, cheia da presença de Cristo, levastes a alegria a João o Batista, fazendo-o exultar no seio de sua mãe. Vós, estremecendo de alegria, cantastes as maravilhas do Senhor. Vós, que permanecestes firme diante da Cruz com uma fé inabalável e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição, reunistes os discípulos à espera do Espírito para que nascesse a Igreja evangelizadora.

Leitor 4 – Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes. Fixando-a, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque «derrubou os poderosos de seus tronos» e «aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1,52.53) é a mesma que assegura o aconchego de um lar à nossa busca de justiça. E é a mesma também que conserva cuidadosamente «todas estas coisas ponderando-as no seu coração» (Lc 2,19).

Todos: Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte.  Dai-nos a santa audácia de buscar novos caminhos para que chegue a todos

o dom da beleza que não se apaga.

Todos: Vós, Virgem da escuta e da contemplação, Mãe do amor, esposa das núpcias eternas, intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo, para que ela nunca se feche nem se detenha na sua paixão por instaurar o Reino.

Leitor 6 – Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem imperceptíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos. É a mulher orante e trabalhadora em Nazaré, mas é também Nossa Senhora da prontidão, a que sai «à pressa» (Lc 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros.

Todos: Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia fique privada da sua luz.

Leitor 7 – (…). Pedimos-lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento de um mundo novo. É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança: «Eu renovo todas as coisas» (Ap 21,5).

Todos: Mãe do Evangelho vivo, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Ámen. Aleluia!

Dirigente: Com Maria, glorifiquemos a Deus porque é misericordioso para com todos os seus filhos e filhas. Expressemos com a “Antífona do Ó” a admiração, o fervor e a acolhida do Mistério do Natal do Filho de Deus, que se fez humano para nos salvar, e hoje é aclamado: “Rei das Nações”.

Todos: Ó REI DAS NAÇÕES, desejado dos povos; rei das gentes, tudo ajuntas em ti, Pedra Angular. Inimigos, tu vens apaziguar. Vem salvar este povo tão dormente, pois do barro formaste nosso ente. Vem, Senhor, e não tardes! Vem salvar!

  1. A minha alma engrandece ao Senhor; e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador.
  2. Pois ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
  3. O Poderoso fez por mim maravilhas: e Santo é o seu nome.
  4. Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam.
  5. Demonstrou o poder do seu braço dispersou os orgulhosos.
  6. Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou.
  7. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.
  8. Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor.
  9. Como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.
  10. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Todos: Ó REI DAS NAÇÕES, desejado dos povos; rei das gentes, tudo ajuntas em ti, Pedra Angular. Inimigos, tu vens apaziguar. Vem salvar este povo tão dormente, pois do barro formaste nosso ente. Vem, Senhor, e não tardes! Vem salvar!

Preces Comunitárias

Dirigente: Maria abriu seu coração a Deus, e, por meio do Espírito Santo, o Senhor realizou sua obra de amor no seu ventre virginal. Confiando na força deste mesmo Espírito, apresentemos a Deus nossas preces:

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis!

– Que o Espírito Santo acenda em nossos corações a disposição necessária para perceber que Jesus está no meio de nós. Rezemos ao Senhor:

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis!

– Que sejamos abertos à voz do Espírito e possamos, como Maria, refazer nossos projetos para melhor servir a Deus. Rezemos ao Senhor:

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis!

– Que as boas obras do Espírito se realizem com a nossa generosa participação. Rezemos ao Senhor:

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis!

(preces espontâneas)

Dirigente: Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer: Todos: Pai nosso…

Dirigente: Ó Deus que a comunhão na fé, que nesta novena se reforça, nos dê forças para caminhar com boas obras ao encontro do Salvador que se aproxima, e merecer o prêmio da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém!

Dirigente: Vamos, juntos, pedir a bênção de Deus para esta casa que hoje nos acolheu.

Todos: Abençoa, Senhor Jesus, esta casa; abençoa a família que aqui mora. Que haja paz e harmonia entre todos. Não lhes falte o pão de cada dia e, aqui, todos possam sentir a tua presença amiga e serena. Amém!

Gesto Concreto

Dirigente: Escrever uma mensagem afetuosa de Natal e colocar num lugar visível em casa ou no trabalho. Na mensagem, acentuar que o Natal é mais que troca de presentes e dia de uma ceia apetitosa; é celebração do nascimento de Jesus!

Dirigente: Com fé e amor em nossos corações, encerramos nosso encontro: “O Senhor nos abençoe, nos livre de todo mal e nos conduza à vida eterna”.

Todos: Amém!

Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Para sempre seja louvado. Canto Final (a escolher)

[1] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, cap. VIII, nn. 52-69.

[2] JOÃO PAULO II, Carta enc. Redemptoris Mater (25 de março de 1987), 6: AAS 79 (1987), 366.

[3] Cf. Propositio 58.

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