Miscelânea
O Rei do Universo nos ressuscitará para a vida eterna | O Rei do Universo nos ressuscitará para a vida eterna |
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| Escrito por Pe. Scaravelli | |
Os Saduceus eram um grupo político e religioso que não acreditava na ressurreição dos mortos e nem nos anjos, diferentemente dos fariseus. Eram materialistas e só pensavam em prazer e sexo. Reduziam o sentido da vida a alguns anos que terminavam com a morte e um caixão de defunto. Hoje há muitos que defendem e vivem a vida com o mesmo princípio e a mesma tese dos saduceus: não há vida após a morte, por isso o que importa é viver o momento presente sem temor a Deus e sem se importar com os demais. Boa parte da elite ocidental julgou ao longos dos últimos 150 anos que a morte de Deus e o advento do secularismo era uma realidade.
A partir do século 18 com o iluminismo e até recentemente parecia que o mundo caminhava para o fim das religiões.
Marx, Freud, Einstein, Darwin provavam que o homem faz funcionar o universo sem Deus. Deus é uma ilusão, uma fantasia e as religiões um analgésico, um ópio.
Em 1966 a Revista Times estampou em sua capa a pergunta: Deus está morto?
Erraram. Equivocaram-se.
Tudo o contrário. A sede de Deus impressa no coração das pessoas foi o fator primordial para a caída do fascismo e do comunismo. Hoje há um ressurgir das religiões ainda que seja através de igrejas independentes e sem maiores compromissos. Na verdade, a crença em Deus e na vida futura nunca foi seriamente ameaçada porque é congênita ao ser humano.
A religião islâmica está crescendo, o cristianismo também. A China comunista e atéia poderá tornar-se em poucos anos a maior nação cristã do planeta.
Os Saduceus de hoje na realidade são a minoria, ainda que muito poderosos. São os que predicam a supremacia do bem estar. Não há vida depois da morte e por isso importa viver bem o presente sem importar-se com os outros. Ante o direito de ser feliz, todos os outros valores caem por terra:
- Pode-se abortar uma criança porque ela não era esperada ou porque os pais ainda não estão preparados,
- Há uma luta desesperada em distribuir preservativos de graça para que não haja mais crianças que venham incomodar o nosso bem estar.
- Coloca-se os velhos pais no asilo porque atrapalham,
- Cada vez com mais facilidade e por qualquer problema separam-se os pais e abandonam-se os filhos sem medir conseqüências sobre eles, somente pelo simples princípio de que tenho direito a ser feliz.
- Em nome da saúde e do bem estar de uns, persegue-se, tortura-se, mata-se e muitos imigrantes são deportados e muitos relegados a viver na pobreza como os romenos ou marroquinos na Europa ou como aqui nos USA.
A família dos Macabeus é um exemplo de quem acredita em Deus e na vida futura. Quem crê na vida eterna é capaz de resistir a tudo, até mesmo às mais terríveis ameaças de morte e o martírio. Não se dobra enfrente ao sofrimento. “Tu ó malvado nos tiras da vida presente, mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna”.
A vida daquele que crê na ressurreição é fortalecida com aquilo que São Paulo define como “ a firme esperança”. “Deus nosso Pai nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança...”. Com esse princípio e essa fé viveram os milhões de mártires da nossa Igreja e milhões de cristãos entre eles muitos familiares e conhecidos nossos.
A vida humana não se reduz ao desfrute dos instintos.
Diante da morte, alguns sentimos medo, outros sentem curiosidade e fazem perguntas. Alguns procuram conversar com os mortos e consideram que a alma se reencarna. Jesus não responde às perguntas e nem nos tira o medo ou a curiosidade, apenas garante a vida eterna: “Hoje estarás comigo no paraíso”. E mais: “Eu sou a Ressurreição e a vida, quem crê em mim viverá”.
O que falta é fé verdadeira. Um olhar para a eternidade.
O salmista de hoje compara a morte a um sonho e a ressurreição a um despertar para a vida. “Ao despertar me saciará vossa presença e verei a vossa face”.
Portanto, não deixemos que a heresia do
- Ateísmo e da Re- encarnação nos enganem.
Não permitamos que o
- Medo e a curiosidade nos paralisem.
Não paremos na
- Teologia da prosperidade que promete riquezas, saúde, sucesso para os fiéis que têm fé em troca de dinheiro porque não é o ensinamento de Jesus, mas
- Olhemos para o alto. Olhemos para a eternidade. Olhemos para o Deus dos vivos e dos mortos e peçamos forças para assumir a nossa condição humana com valor, com esperança apesar dos sofrimentos do dia a dia, porque somos filhos da Ressurreição. |
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| Última Atualização ( sábado, 29 de dezembro de 2007 ) |
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