Miscelânea
2o Domingo da Quaresma | 2o Domingo da Quaresma |
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| Escrito por Comunidade de Everett | |
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Será o caminho de Jesus um caminho vitorioso? Teremos sucesso com Jesus? Ou será um absurdo? Na nossa vida humana temos que ter ideais. Que queremos alcançar? Qual o objetivo? O que é que nos anima a prosseguir? Com ideais claros o caminho da quaresma de nossa vida torna-se mais fácil. Deus chama Abraão e o envia a uma Terra aonde corre leite e mel. O caminho de Abraão foi muito difícil. Mas o ideal de ser pai de um grande povo abençoado foi suficiente para ele manter a fé e a esperança. Começou a quaresma e Jesus caminha para Jerusalém. No domingo passado vimos como o caminho da cruz é difícil. Começou com as Tentações. Neste 2o. domingo, seis dias depois do primeiro anúncio da Seis dias depois está relacionado com a o gênesis e a história da criação: no sexto dia Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Agora, Jesus transfigurado é o Novo Adão, símbolo da Nova Humanidade que nasce através da Paixão e Ressurreição de Jesus. A pergunta: vale a pena seguir a Jesus, era feita também pelas primeiras comunidades cristãs aonde trabalhava o evangelista Mateus. Eles esperavam um Messias poderoso, uma espécie de super-homem, mas esse Jesus anuncia que vai ao encontro do sofrimento, da vergonha, da cruz, da morte. Será um caminho vitorioso? Para as comunidades de Mateus sim vale a pena, porque: Jesus é o homem vitorioso – transfigurado, Homem Novo e nós pelo caminho da cruz seremos também transfigurados. O que a transfiguração significou para os três discípulos? Até então haviam conhecido Jesus em sua aparência externa, um homem de quem conheciam a procedência, costumes, seu tom de voz, sua família. Agora conhecem outro Jesus, o verdadeiro, o que não conseguem ver com os olhos todos os dias à luz do sol, mas que é fruto de uma revelação, de uma mudança, de um dom. Para que as coisas mudem também para nós como para os três discípulos, é necessário que aconteça na nossa vida algo semelhante ao que ocorre a pessoas quando se apaixonam. Quando alguém se apaixona, o outro que antes era um entre muitos, se converte em único, único que interessa no mundo. O apaixonado não é capaz de pensar em outra coisa senão naquela pessoa. Acontece uma autêntica transfiguração. A pessoa amada é contemplada como em um raio luminoso e tudo nela parece belo, não há defeitos. A pessoa até pode sentir-se indigna da pessoa amada, porque o amor verdadeiro gera humildade. Algo muda concretamente na sua vida, até nos hábitos. Antes a mãe tinha que tirá-lo da cama todas as manhãs para ir ao colégio ou a trabalhar, agora ele pula cedo, fica impaciente para terminar os estudos, cuida do trabalho, colabora na casa. O que aconteceu? Nada, simplesmente o que antes fazia por obrigação agora faz por atração. Agora tem um objetivo. Mas se a vida do namorado não se transfigurou e não mudou para melhor, por exemplo deixando-o triste, angustiado, algo há de podre no reino da Dinamarca. Algo está errado, veja lá que o amor não é verdadeiro ou está no momento errado. Algo assim deveria acontecer pelo menos uma vez na nossa vida para sermos verdadeiros cristãos. Transfigurar-nos por Jesus, assim nos tronaríamos cristãos convencidos, alegres, com objetivo claro. Você pode argumentar: Mas a Jesus não se pode tocar, é abstrato, é uma idéia. Não é verdade, a Jesus também se pode tocar mas com os olhos do coração, os olhos da fé. Ele está ressuscitado, está vivo. A Transfiguração nos mostra um Jesus vivo, na sua glória. Jesus não é uma abstração. Quem teve a experiência profunda com Deus sabe disso. E com Jesus as coisas podem ser ainda melhores do que com o namoro. No namoro humano com o tempo os defeitos aparecem e então mudamos de opinião a respeito da pessoa amada. No caso de Jesus, quanto mais se conhece mais se admira, mais se ama, e mais nos sentimos seguros. Quanto mais lemos as cartas de amor de Jesus, que são os evangelhos mais o conhecemos e por ende, mais o amamos. Quaresma é a oportunidade de entrar em sintonia com Jesus e deixar-se transfigurar. Os discípulos no Tabor adormecidos representam a nossa mediocridade, o nosso comodismo. Precisamos sair do nosso comodismo e procurar Jesus pela oração, meditação e reflexão. Oração que nos leva a um maior compromisso com a vida, com nossa família e com nossa comunidade. Pe. Volmar Scaravelli, c.s.
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