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Pão para a nossa caminhada

Pe Scaravelli, c.s.

Os sete pecados capitais não desapareceram do mapa com a modernidade. Ainda que pouco se fale deles, nós convivemos com eles. A soberba, a inveja, gula, a avareza, a preguiça, a luxúria e a ira. E no meio desses sete pecados capitais andamos nós. Eles estão presentes na nossa vida e nos incomodam. Viemos à missa como pessoas feridas pelas fraquezas e pelos defeitos. No entanto, a eucaristia passa no meio de tudo isso e nos alimenta.

A primeira leitura deste domingo relata que no deserto da vida, estava o grande profeta Elias incompreendido, com fome, desanimado da vida, disposto a entregar-se ao  desânimo e à morte, e foi alimentado por um Anjo de Deus. “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer” . E com a força desse alimento andou quarenta dias e quarenta noites que significa, a vida toda. Necessitava desta comida para chegar ao seu destino, o Monte Horeb. Esse pão do profeta Elias é a prefiguração do Verdadeiro Pão descido do céu, o pão que Deus nos dá para andar pela vida e alcançar a Vida Eterna: Jesus.

O evangelho que acabamos de proclamar é o terceiro de uma série de cinco. Nele Jesus revela quem Ele é, e que relação deseja ter conosco. Primeiro ele multiplica os cinco pães e os dois peixes, foi quando a multidão entusiasmada queria fazê-lo rei; então Ele oferece algo melhor que aquele tanto de pão e peixe; não somente quer dar-nos pão, senão quer ser pão, alimento para todos: ‘Eu sou o Pão da vida”. Então o povo, como de costume, murmura como murmuraram os antepassados no deserto e  coloca um rótulo a Jesus: “Como pode dizer-nos que desceu do céu?  Não é o filho de José e de Maria?”  E Jesus responde novamente: “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste Pão viverá para sempre” .  Jesus não é uma opção como quando compramos um carro e escolhemos entre um ou outro;  Ele é o caminho e a única via para a vida eterna: “Eis aqui o Pão descido do céu, quem dele comer  nunca morrerá”. 

Agora podemos entender porque a Eucaristia durou por mais de vinte séculos. Certamente não será por ser uma celebração excitante, um show permanente ou porque os celebrantes somos de primeira qualidade. O único motivo que explica sua extraordinária difusão e aceitação através de dois mil anos, é a sua origem. Nasceu de Jesus e não da Igreja. E é alimento da vida e está no meio da nossa existência conturbada e confusa e também no meio dos pecados capitais.

Conversando sobre a adoração ao Santíssimo Sacramento, um Pastor Protestante disse: “ Se eu acreditasse o que vocês católicos acreditam sobre a Eucaristia, não somente me ajoelharia, mas cairia de bruços para adorá-lo”.  O padre respondeu: “Você não está longe do Reino de Deus”. Depois de seis meses o pastor ingressou no curso de Catequese para adultos e converteu-se ao catolicismo.

Milhões e milhões de católicos viveram e morreram pela Eucaristia. Milhões de católicos foram alimentados como o profeta Elias nos momentos mais cruciais da sua vida. Outros milhares mudaram de vida quando se ajoelharam diante do SS. Sacramento.

Quantas pessoas se sentem feridas, cansadas, desanimadas, incompreendidas e encontram alivio e forças diante do Santíssimo.

Mesmo nos momentos difíceis e incompreensíveis, não desanimemos e não murmuremos como fizeram os israelitas no deserto e os judeus no tempo de Jesus.

Ao invés de murmurar, aproximemo-nos da Eucaristia, Pão vivo descido do céu e ajoelhemo-nos diante de Jesus sacramentado para recobrar o ânimo e as forças necessárias para prosseguir na caminhada. Porque as necessidades mais profundas da nossa vida, somente podem ser satisfeitas por Jesus, Pão Vivo descido do Céu.

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