| Será que desta vez irão descobrir Deus? |
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| Por Dr. Frei Antônio Moser (Teólogo ) | |
| 16 de setembro de 2008 | |
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No dia 10 do corrente mês, teve início um dos mais audaciosos projetos da história da humanidade: municiados pela mais sofisticada tecnologia concentrada num superacelerador de partículas subatômicas, implantado num túnel com 27 km de extensão e a uma profundidade de 100 metros, cerca de 10 mil cientistas, iniciaram uma corrida em busca da origem última do universo.
Além da concepção bíblica da Criação, há muito, existe uma teoria científica segundo a qual no início havia uma partícula portadora de uma energia poderosíssima e que, ao explodir, deu início a expansão do universo, processo que continua até hoje. Esta teoria leva o nome de Big Bang: a grande explosão. Mas como explicar os desdobramentos posteriores que pressupõem que a infinidade de partículas daí resultantes tenham adquirido a massa necessária para a configuração de tudo o que já existe e ainda possa vir a existir? Um renomado cientista escocês, chamado Peter Higgs, desde a década de 1960 pensa que a resposta pode ser encontrada numa unidade ainda menor que ele denominou de bóson, e que poderia ser denominada de "mãe" do universo ou então "partícula de Deus". Ainda que sem conotação religiosa, este "batismo" não deixa de ser sugestivo, no sentido de apontar para o início do início de tudo. Só há uma maneira de encontrar Deus e o sentido último de tudo o que existe: é dobrar os joelhos e a partir das maravilhas do micro e do macrocosmos exclamar como Santo Anselmo de Cantuária: "creio para entender; e entendo porque creio". Com isto não se estabelece nenhum novo conflito entre ciência e fé: se encontrados, os bósons de Higgs só irão levantar novas e sempre mais complexas questões. |





