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Nuvem de Esperança | Nuvem de Esperança |
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| Por Roberto Tannus | |
| 03 de maio de 2006 | |
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No ano de 1994 fomos pregar a Palavra de Deus no interior do Estado da Bahia, num lugar que sofria de uma seca já por muito tempo. O encontro de oração se realizava na praça principal. Era um povo simples, mas de muita fé. Lá pelas 10 horas da manhã de um domingo o lanche comunitário foi servido. O povo trouxe de suas casas tantas coisas gostosa, típicas da região: tapioca, aipim com carne seca, cuscuz, etc. (tenho visto muitas vezes que é justamente o povo mais simples e pobre que mais sabe repartir). De repente, chegou um caminhão pau-de-arara, trazendo uma família, tendo um casal à frente de um punhado de crianças, uma verdadeira “escadinha”. Parecia serem oito ou nove meninos e meninas, de um ano até 12, mais ou menos. As crianças correram em direção às mesas onde era servido o lanche. A mãe daquela família ficou bem ao meu lado, na banca de carne seca com aipim. Perguntei-lhe: “A senhora só conseguiu chegar agora?” Ela me respondeu: “É que nós andamos uma hora a pé antes de tomarmos a condução. Chegamos atrasados, pois foi difícil achar roupa limpa. Lá em casa já estamos tomando água do fundo do açude, que está quase seco. Estamos passando falta de tudo. Mas mesmo assim viemos ao encontro, pois temos sede de Deus”. Fiquei emocionado com as palavras daquela nordestina de fé. Ela continuou: “Sabe, moço, nós viemos ao encontro para pedir forças a Deus. Com Deus nós conseguimos sofrer. Sem Ele a gente desespera. Com Deus conseguimos agüentar a fome e todo o tipo de sofrimento. Com Deus a gente não perde as esperanças”. Que lição eu recebi daquela mulher simples, mas de muita fé! Com o Senhor a gente consegue suportar tudo, pois com Ele as esperanças são sempre renovadas. Na época do profeta Elias houve uma seca de três anos e meio. Um tempo tão prolongado de estiagem gerou pobreza e muita fome. Então Elias chamou o rei Acab e dizendo-lhe que rezaria para que de novo a chuva molhasse a terra ressequida. A fé do profeta era tão grande que antecipadamente ele até ouviu um ruído de chuva. Elias rezou já apropriando da graça que queria alcançar. Vejamos o relato Bíblico: “Então Elias disse a Acab; Vai, come e bebe, porque já ouço o ruído de uma grande chuva. Voltou Acab para comer e beber, enquanto Elias subiu ao cimo do Monte Carmelo, onde encurvou por terra, pondo a cabeça entre os joelhos. Disse ao seu servo: Sobe um pouco e olhe para as bandas do mar. Ele subiu, olhou o horizonte e disse-lhe: Nada! Por sete vezes Elias disse-lhe: Volta e olha. Na sétima vez o servo respondeu: Vejo uma nuvem do tamanho da palma da mão. Elias disse-lhe: Vai dizer a Acab que prepare o seu carro e desça, para que a chuva não o detenha. Num instante, o céu se cobriu de nuvens negras e a chuva caiu torrencialmente” (1Rs 18,41-45). A atitude de fé de Elias me impressiona. Por sete vezes se prostrou no cimo do Monte Carmelo e mandou o seu servo olhar para o céu. Na sétima vez o servo lhe deu uma resposta diferente: uma nuvem do tamanho da palma da mão se levantou no horizonte. Era um sinal simples, muito pequeno, mas o bastante para que Elias já se sentisse atendido em sua oração. Ele não desistiu de rezar, mesmo sem ver sinal algum. Foram sete pedidos, sete vezes em que insistiu na oração, sete vezes que ordenou a seu servo que voltasse os olhos para o alto. Só parou de orar quando Deus lhe deu um pequenino sinal: uma nuvem muito pequenina. Elias se contentou com o pequeno sinal que Deus lhe dava e apropriou da graça por antecipação. Na sua fé sentiu que sua oração já havia sido atendida e que aquele sinal, por pequeno que fosse, para ele era mais que suficiente. Muitas pessoas estão com a vida seca, árida, sem horizonte, porque não sobem ao monte para orar. Subir ao monte requer esforço. Muitas vezes os Evangelhos mencionam que Jesus subiu a montanha para orar. Hoje temos uma montanha bem disponível: o Sacrário. Não mais precisamos subir montes para nos sentirmos pertos de Deus, mas, ainda assim, é necessário nos esforçarmos para darmos ao Senhor o tempo de oração e adoração, do qual vêm copiosas graças. Agora mesmo, querido irmão, querida irmã, se coloque em oração. Já tome posse antecipada das graças que você deseja receber. Se prostre uma, duas, sete vezes em oração. E tenha a certeza de que Deus lhe dará o sinal de que sua oração já foi atendida. Talvez será um pequeno sinal, como uma pequena nuvem surgindo no horizonte de sua vida. Mas pode ter uma certeza: atrás desse sinal você já pode ouvir antecipadamente o ruído da chuva das bênçãos que Deus tem preparado para derramar sobre todas as áreas secas de sua vida. Obrigado, Senhor, pois a Revista Brasil Cristão (já na sua Centésima Edição) tem sido essa pequena nuvem de bênçãos na vida de tantos irmãos, pois ela tem sido instrumento para trazer esperança aos leitores e proporciona uma chuva de graças a tantos irmãos e irmãs, que partilham terem recebido graças sobre graças, depois da leitura dessas páginas. Obrigado Senhor! ROBERTO TANNUS |
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| Última Atualização ( 19 de abril de 2006 ) |
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