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Sedentos de água Viva e pura.

Pe Scsamaritana2aravelli

A água é o símbolo da vida. Os Israelitas no deserto valorizavam a água. Os lugares de maior desenvolvimento nas antigas civilizações foram ao redor dos grandes rios. Na Palestina, hoje Israel, temos o rio Jordão que forma o Lago de Genezaré  e o Mar Morto;  na Babilônia, hoje Iraque, o rio Eufrates  e no  Egito, o Nilo.

Os imigrantes italianos ao chegarem ao sul do Brasil não procuravam as terras melhores para habitar mas sim os lugares perto dos rios, da água, sem se importar  com as  montanhas e as pedras.

O Brasil junto ao Canadá são os dois países no mundo com maior reserva de água doce. Mesmo assim estima-se que para os próximos anos, se no Brasil não houver maior inversão em infraestrutura, 16% das cidades terão problema de abastecimento de água. Somente pensar que pode faltar água nos assusta. Aonde não há água, não há vida. Todos buscamos vida e por onde, buscamos água. Quatro dias sem água pode-se morrer.

Há muitas fontes de água, mas nem de todas elas jorra água limpa. Às vezes bebemos de fontes contaminadas e por isso adoecemos. Há diversidade de fontes que nos oferecem água para matar a nossa sede e por onde, há  uma quantidade  de doenças que se deve à má qualidade da água. Água parada pode causar dengue, uma doença que está em voga no nosso Brasil.  Beber pouca água pode causar desidratação.

A  Bíblia fala constantemente das fontes aonde jorra água viva. No batismo: A água significa  a vida da graça. O batizando renasce pela água e pelo Espírito Santo e recebe a Vida em Deus. Renasce para a Vida Eterna.

Na primeira leitura deste 3º. Domingo da quaresma vemos como Deus através de Moisés fez brotar água da rocha para matar a sede do povo sedento que se lamentava por haver deixado o Egito aonde eram escravos mas pelo menos tinham água.

E no Evangelho, para a samaritana que vai buscar água no famoso poço de Jacó, Jesus fala da água viva. “Quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede”.

A Samaritana estava sedenta de tudo,  de felicidade mais que de água.  Havia ficado com cinco maridos diferentes –  e nenhum a fez feliz. Isso não nos surpreende. O que realmente nos surpreende é que ela não se transformou em cínica. Pedir água pode ser uma maneira de iniciar um diálogo que poderia levar a algo mais. Quando Jesus falou que ele tinha a água viva ela depois de ter tido cinco maridos podia ter caçoado de Jesus mas no entanto, disse: “Senhor, dai-me dessa água”.

Dizíamos no começo da quaresma que nossa vida corresponde a uma travessia do deserto de 40 anos. Nesse caminho nos deparamos com provações (tentações), esperanças (transfiguração) e hoje, com sede.

Constantemente fazemos como o povo que Deus no deserto: sentimos sede durante o caminho e nos lamentamos, somos tentados a voltar atrás ou  então procuramos matar a sede de qualquer maneira e em qualquer fonte.

Sentimos sede de realização humana, sede de acolhida, de ajuda, de solidariedade, sede de carinho, de  amor, sede de felicidade. E procuramos fontes de água para matar essa sede. A água brota de fontes diversas, algumas estão contaminadas. Algumas podem saciar a nossa sede momentaneamente. Outras nem isso fazem. Outras ainda provocam a separação da família, a angústia na alma  e quando não, o desespero.

A droga pode matar a sede por algumas horas. O álcool pode matar a sede por uns momentos.  Um momento de ódio ou de raiva pode nos satisfazer por um segundo. Mas a sede mais profunda do ser humano, essa só Jesus pode saciar.

O homem contemporâneo, mesmo em sua aparente indiferença e dramas existenciais, espera encontrar não simplesmente a volta do “sagrado”, mas o Deus dos viventes e que dá a vida. Ele sente saudades da sua presença. A nostalgia nasce das desilusões deixadas pelo que imaginou fosse uma solução, capaz de satisfazer a sede. Até mesmo as oportunidades de melhoria material e   cultural da nossa época estão se manifestando insatisfatórias, em relação à fome e à sede mais profunda do coração humano. Nossa experiência confirma a antiga e sempre atual confissão de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para ti, Senhor, e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti” .

Jesus é  a água que se doa para saciar-nos  a sede de felicidade, sede de  Deus. “Quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede”.  É  preciso  seguir a travessia do deserto; Jesus a te esperar. Jesus deu à Samaritana o que cinco maridos não lhe  haviam dado. Não deu promessas  vazias. Jesus deu de si mesmo. “O Messias sou eu, aquele que fala contigo”.

Querido irmão, querida irmã, tu que já procuraste matar a sede em fontes diversas, que já experimentaste água contaminada, vem a Jesus. Ele te convida. Tu o encontrarás em sua Palavra, tu o encontrarás aqui na Eucaristia e na oração.

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