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Vigéssimo quinto domingo do tempo comum

Pe. Scaravelli,c.s.

Servir para ser importantes

            A ambição em forma moderada é algo saudável porque nos incentiva a progredir na vida; mas quando a ambição é exagerada passa a ser um pecado grave que nos torna infelizes. É tendência de o ser humano ocupar os primeiros lugares, ser os primeiros da fila, querer aparecer, ser importantes e ser famosos. Não alcançar esses objetivos muitas vezes pode ser frustrante. Sempre que nos comparamos com outras pessoas mais ou menos do mesmo nível e ao ver o sucesso dos outros, somos tomados por um sentimento muito feio, diria o pecado capital mais feio que se chama inveja. Se alguém nos chamar de invejosos nos sentimos envergonhados.

            A Palavra de Deus diz que a inveja é a origem de muitos conflitos, guerras e más ações. Da inveja surgem as discussões, desavenças, competições, críticas negativas, fofocas e as calúnias. O apóstolo Tiago na segunda leitura deste domingo denuncia: “Onde há inveja e rivalidade aí estão as desordens e toda espécie de obras más…”. A primeira leitura do livro da Sabedoria fala que o invejoso quer destruir o homem justo porque as boas ações incomodam os malvados.

            E o evangelho apresenta um conflito entre os apóstolos justamente por causa da inveja e da ambição. Jesus a caminho de Jerusalém faz o segundo anúncio de sua Paixão –  e pede para guardar silêncio porque o tema da cruz e da morte somente poderia ser entendido após a ressurreição. Os discípulos sem entender o alcance das palavras do mestre discutem entre eles quem seria o mais importante no Reino de Jesus. Quando em casa, Jesus lhes pergunta o que estavam discutindo pelo caminho. Eles se calam porque se sentiram envergonhados.

            Já ali começavam a surgir as competições e a inveja. Discutiam quem seria o maior não para estar mais perto de Jesus e nem mesmo para servir melhor, mas para estar por cima dos outros.

            Essa história se repete com o ser humano desde a origem. Ela se repete constantemente também entre nós. Hoje e dois mil anos atrás o ser humano é o mesmo enquanto sofre as mesmas tentações e padece das mesmas fragilidades e fraquezas. Quem de uma maneira ou outra não a vivenciou? Quem não sentiu inveja de alguém? Quem nunca competiu? Fora e dentro da igreja queremos ocupar um lugar de destaque e nem sempre para estar mais perto de Deus ou para servir melhor, mas para ser servidos e estar por cima dos demais. No ambiente político e até na família acontece, porque muitos perdemos o sentido do serviço e da verdadeira autoridade.

“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos”.

 Jesus ensina que a vida é insignificante quando baseada no poder, nas honras e nos primeiros lugares. Quando morrermos, ninguém irá nos perguntar: que lugar ocupávamos, se éramos chefes de grupo ou simples membros, se éramos do grupo carismático ou da pastoral da liturgia, se éramos operários ou donos de empresa, se limpávamos casas ou éramos funcionários públicos, republicanos ou democratas, de esquerda ou de direita, mas se servimos ou se fomos servidos. Se amamos ou se fomos indiferentes diante dos sofrimentos dos irmãos mais necessitados.

É a capacidade de servir que determina a grandeza de uma pessoa. Madre Teresa, a última da fila, a baixinha, a freira mais feia, foi maravilhosamente grande e linda pelo serviço aos mais necessitados. A mãe é a pessoa mais importante da família, – assim todos o sentimos, – e é porque sempre serve, sempre ajuda, sempre suporta, nunca desanima, nunca desespera, sempre ama, como o Mestre Jesus.

Como discípulos de Jesus, devemos, portanto, procurar afastar de nós os demônios da inveja e da ambição desmedida e estar sempre dispostos a servir. No juízo final será o único que importa.

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