temploFim dos tempos: um convite à Esperança.

Pe. Volmar Scaravelli, c.s.

Todos ficamos impressionados quando documentários mostram a grandeza do império americano, Japonês ou europeu. Alguns países se pensavam invencíveis e seguros. Outros documentários mostram o tamanho da floresta amazônica, o tamanho das geleiras da Antártida, a grandiosidade da represa elétrica de Itaipu, assim como mostravam a beleza das Torres Gêmeas de Nova Iorque. Tudo isso impressionam pelo tamanho, pela força e segurança que transmitem a ponto de ficarmos admirados.

No tempo de Jesus o povo ficava admirado e impressionado com a grandiosidade do Templo de Jerusalém: o tamanho das pedras e a estrutura arquitetônica comunicavam segurança e estabilidade. Algo tão perfeito não poderia ser destruído. As grandes construções nos passam a sensação de segurança. O templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos no ano 73 D.C. Num dia 11 de setembro aconteceu o ato terrorista que revelou a fragilidade do império americano e instaurou no mundo a instabilidade, o medo, a desconfiança, a insegurança.  As geleiras da Antártida estão se descongelando pouco a pouco à causa do aquecimento global prevendo um crescimento das águas do mar, inundações, maremotos. A selva amazônica considerada o pulmão do mundo, continua sendo destruída colocando em risco o meio ambiente. A Represa de Itaipu há alguns anos, teve um blecaute deixando 18 Estados na escuridão por algumas horas. Um Tsunami destruiu um pedaço do Japão. Enfim, nada é seguro. Nada é permanente.

Presenciamos todos os dias o desabamento de certezas que julgávamos indestrutíveis.

– O desaparecimento de pessoas que julgávamos insubstituíveis.

– O abandono de certas práticas religiosas que pareciam indispensáveis.

– O esquecimento de tantos valores éticos e morais que apreciávamos.

– O abandono da fé de tantas pessoas que julgávamos fervorosas.

– A violência, a corrupção, as máfias, as quadrilhas, as gangues… Será o fim do mundo?

A Palavra de Deus sugere colocar a segurança nas cosias de Deus e não nas coisas terrenas porque estas são passageiras. E também fala da fé e da esperança na vida futura.

O Ano litúrgico está chegando ao fim. Mais um domingo e teremos  a celebração de Cristo Rei, que  será o último domingo do ano.  As leituras de hoje falam do final dos tempos. “Eis que virá o dia, abrasador como fornalha…”.

No evangelho Jesus também se refere ao fim dos tempos: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra…O tempo está próximo…mas cuidado para não serdes enganados…”.

Nas primeiras comunidades cristãs a ideia do fim dos tempos e da 2ª. Vinda de Jesus – a parusia – era muito latente a ponto de S. Paulo intervir porque muitos já não estavam motivados para trabalhar esperando o fim: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”.

Em cada época da nossa história houve pregadores anunciando o apocalipse final. O tema do fim do mundo era muito corrente especialmente na idade média. Antes do Concilio Vaticano II II os pregadores tematizavam o fim do mundo levando as pessoas a um estado de medo e de inércia diante de tudo. Hoje na Igreja quase não existem pregações apocalípticas. Temas sociais, existenciais e políticos começaram a fazer parte das nossas pregações a ponto de alguém dizer: “O fim do mundo sairá de dentro da Igreja”.

Atualmente os pregadores do fim do mundo são alguns pastores evangélicos de seitas religiosas, os próprios cientistas, ambientalistas, sociólogos e alguns políticos que falam do aquecimento global, terrorismo, guerras e colocam as pessoas em estado de medo, de espanto e até de depressão.

Qual é o ensinamento de Jesus? Como comportar-nos diante de tudo isso?

– Permanecer firme na fé e na esperança tendo Deus como base da nossa existência. “ Se permanecerdes fiéis nada vos atingirá”. “Não perdereis nem um fio de cabelo da vossa cabeça…”

– Cultivar uma visão otimista da vida e da história que caminha sob a luz divina porque Deus não nos abandona na nossa caminhada.

– Ter consciência de que a humanidade com a segunda vinda de Jesus não caminha para a destruição mas ao encontro da vida plena.

–  Continuar vivendo nossa vida como diz São Paulo, trabalhando e ganhando o pão com o suor do nosso rosto e não viver na ociosidade e com medo.

– Cuidar da natureza que Deus nos deu como casa de todos. Que ninguém possa dizer: “Essa rua é um lixo porque aqui vivem brasileiros”. Ou “os livros da igreja estão rasgados porque as crianças filhas de brasileiros brincam com eles”.

– Viver serenamente confiando em Deus. Jesus é o Senhor da História. Preocupemo-nos responsavelmente com a nossa vida que do mundo cuida Deus.

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