Textos: Dn 12, 1-3; Hb 10, 11-14.18; Mc 13, 24-32

Cristo Rei4Ideia principal: Vigiar e preparar-nos para a vinda de Cristo. Só assim evitaremos a angústia e o medo.

Síntese da mensagem: Terminamos hoje a leitura do evangelista Marcos, que nos acompanhou durante todo o ano. No próximo domingo, festa de Cristo Rei, leremos São João. Termina o ano litúrgico e por isso as leituras nos orientam à escatologia, o futuro da história, para nos preparar para esse dia. Não necessitamos nem horóscopos nem adivinhos para buscar respostas às interrogações do amanhã. O futuro nos fascina e nos inquieta ao mesmo tempo. Ou porque desejamos ter tudo controlado. Ou porque nos ajudaria planejar o presente. O melhor é confiar em Cristo e na sua vitória.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, quem não tem terror do que Jesus narra no evangelho de hoje? Visões tremendas, de arrepiar; soberbas imagens para um filme de terror: explosão de galáxias, apagão do sol, estrelas arrebentando-se, queda da lua, uma bagunça na criação. Hoje, outro tanto: explosão demográfica, destruição do ecossistema e da casa comum, como o Papa Francisco escreveu na sua encíclica “Lodato si’”, guerra das galáxias e, para que ninguém ficar de fora, nos silos uma bombinha de 180 Kgs atômicos por pessoa. Consequências? Homens secos de pessimismo derrotista, agressividade à flor de pele, angústia endêmica, depressões epidêmicas. Filmes atrozes que alertam uma neurose massiva e expansiva –veja na internet-, a bagunça ética-social –novas ideologias contrárias à Lei de Deus- e o homem de bruços no caos. A nossa ciência se tornou horrível, perigosa a nossa insatisfação, mortais os nossos conhecimentos. Isto é, parece estarmos nos aproximando do quadro clinico-psiquiátrico deste evangelho sobre o fim do mundo. O que fazer? 

Em segundo lugar, certamente é impressionante a linguagem com a que Jesus descreve hoje o final da história. É uma linguagem pega do gênero literário “apocalíptico” e “ escatológico”, com a que tanto os profetas do Antigo Testamento como em geral a literatura rabínica da época descrevem o futuro e a chegada do “dia do Senhor”. Esta descrição, nos lábios de Jesus, não quer ser angustiosa, mas precisamente o contrário, esperançosa, porque imediatamente diz que veremos “vir o Filho do Homem sobre as nuvens (símbolo da divindade) com grande poder e majestade”, e Ele vem para salvar. Se formos sinceros, temos que dizer que ninguém, nem sequer a Igreja, soube explicar o sentido destes discursos escatológicos. Grupos religiosos aproveitam estes discursos para obcecar os seus adeptos, inclinados ao fanatismo (adventistas, testemunhas de Jeová) e circulam de casa em casa infundindo temor com o anúncio do iminente fim do mundo. O que fazer?

cristo Rei3Finalmente, se quisermos resumir a mensagem deste domingo, poderia ficar assim: o Senhor veio uma primeira vez –em Belém- e virá uma segunda vez no futuro. A segunda vinda não deve de infundir medo em nós; ela é uma promessa, não uma ameaça. É a promessa da que se nutre toda a experiência cristã. Isso explica aquele fato singular que se nota na Igreja primitiva: os cristãos de então, depois de ter escutado estes discursos que também nós escutamos hoje, começavam a rezar e a invocar tranquilamente: “Maranata: Vem, Senhor Jesus!”. O que fazer? Não esquecer nunca que a nossa vida é uma peregrinação. Quem peregrina tem sempre em conta, não só aonde vai, mas também aonde se dirige, qual é a meta da sua viagem. Do mesmo jeito que um esportista olha desde o começo a meta, ou o estudante que mira à prova final. O que fazer? Se a nossa meta é o céu e a companhia com Deus e com os santos, então temos que vigiar seriamente os nossos passos, os nossos pensamentos, os nossos afetos, para não perder o rumo do caminho. Devemos ter tudo preparado para que o Senhor nos encontre dignos de ser admitidos no seu Reino. Devemos olhar com respeito e com confiança esse Cristo glorioso que vem para julgar todos. Esse juiz é o mesmo em quem cremos, quem escutamos na proclamação do evangelho, quem tentamos seguir, quem recebemos na Eucaristia. Estas leituras não querem nos encher de angústia, mas estão anunciando para nós a vitória e a salvação.   

Para refletir: meditemos estas palavras de São Francisco de Sales: “viver cada dia da nossa vida como se fosse o último dia da nossa vida na terra”. Vivemos desse jeito? Ou evadimos pensar nessa realidade, tão certa como segura, do final da nossa existência – vamos morrer- ou do final dos tempos, – Cristo virá-? Ou talvez pensamos que logo ajeitaremos as coisas, enquanto o melhor que podemos fazer é gozar e viver do jeito que quisermos? Aqui está em jogo nada mais e nada menos que o nosso destino para toda a eternidade!

Para rezar: Façamos esta oração que nos diz São Paulo: “que o Senhor conserve os nossos corações irrepreensíveis na santidade diante de Deus, nosso Pai, até o dia em que venha o nosso Senhor Jesus em companhia de todos os seus santos” (1 Ts 3, 12-4.2). Ou o que nos diz Lucas: “Velem e rezem continuamente, para que possam escapar de tudo que vai acontecer e assim comparecer seguros diante do Filho do Homem” (21,36).

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:arivero@legionaries.org

Acesse também: Curso completo para dar uma boa homilia

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