Senhor da Vida
 
imagesDeus é SENHOR DA VIDA.  Ele visita seu povo e o liberta do pecado, do sofrimento e da morte.
A história das duas viúvas da liturgia deste domingo são muito parecidas. Em ambos casos encontramos uma viúva que perde o único filho e um homem de Deus que  restitui a vida ao filho. Mas entre tantas semelhanças há também  uma grande diferença.  Enquanto Elias é só um profeta que para conseguir um milagre precisa invocar o “Senhor”, Jesus é mais que um profeta, Ele próprio é o Senhor da vida e com sua palavra restitui a vida ao menino.
A palavra  SENHOR no A.T. era reservado  a Deus. Lucas o aplica por primeira vez no evangelho para que a comunidade entenda que Jesus é o Senhor da Vida.
 
Numa aldeia perto de Nazaré morre um menino, filho único de uma viúva. Viúva duramente afligida porque também havia perdido o marido.
Jesus acompanhado pelos discípulos e da multidão chega  à cidade justamente na hora em que outra multidão segue o féretro para a sepultura do filho de outra viúva. Os dois grupos encontram-se.
O primeiro grupo é precedido por Jesus, o vencedor da morte, o outro  é precedido por um cadáver. O primeiro é formado por pessoas alegres, caminham de pressa, seguem o Mestre; no segundo grupo, as pessoas estão tristes, desesperadas, chorando caminham a passos lentos e de cabeça baixa.
 
O primeiro representa a Comunidade cristã, radiante de alegria porque segue o Senhor que conduz à vida; o segundo representa a humanidade que ainda não encontrou Jesus, que está caminando para o campo santo e que considera a morte uma derrota,  um fracasso, um fim.
São dois caminhos que se cruzam. O caminho da comunidade cristã e o caminho das pessoas sem esperança.
Na Comunidade cristã está o Senhor, o enviado por Deus, que se compadece da viúva abatida e desesperada que representa a humanidade. Aproxima-se do féretro, toca-o com sua mão, mesmo contradizendo a lei e diz ao jovem: “Levanta-te”. E a Palavra de Jesus produz tranformações, mudanças. O pranto se tranforma em alegria, em gozo e todos glorificam a Deus dizendo: Deus visitou  o seu povo, ou então como no tempo de Elias em Zarepta:Um grande profeta surgiu entre nós.
Em nenhum dos casos – nem do filho da viúva de Zarepta e nem do filho da viúva de Naim, o povo glorifica a Deus dizendo: “O menino voltou à vida, vamos glorificar a Deus”,  mas glorificam a Deus porque  o Senhor suscitou um profeta, porque enviou alguém para dar respostas às suas angústias.
 
Ante morte de um ser querido, nós gostaríamos de pedir a Deus que o trouxesse devolta à vida física. Não sei se essa seria uma oração cristã. Não faríamos um grande favor às pessoas falecidas se as trouxéssemos mais vezes à vida, na verdade só as obrigaríamos a passar outras vezes pela experiência da morte, porque de qualquer maneira um dia deixaríamos essa vida. Entre outros funerais dessas últimas semanas, um me chamou a atenção. A viúva que antes andava sempre triste, ontem veio me saudar com  um sorriso. Seu marido havia passado alguns anos com câncer, prostrado, sofrendo e fazendo sofrer. Ninguém quer passar duas vezes por essa experiência.
A vitória que Jesus conquistou sobre a morte não consiste em prolongar por alguns anos a nossa vida nesse mundo. Ele viveu esse experiencia humana, ele conheceu a solidão do sepulcro, mas Ele não eliminou a morte física mas pronunciou a Palavra: Levanta-te: A morte já não é o fim de tudo porque a sua ressurreição transformou o nosso nascimento.
 
A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida…Jesus é o SENHOR DA VIDA.
Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva para sempre.
 
– Há grandes cortejos cheios de mortos, que andam e se movem, mas não têm vida: É o grande cortejo dos que não tem fé, nem esperanças,  dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos… – Ao encontro dele pode  ir outro cortejo,  formado de pessoas que acompanham Jesus e que acreditam na Vida, comprometidas com a vida.
 
– Em que cortejo estamos?- Com quanta fé caminhamos nós? Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?
 
Pe. Scaravelli – Framingham, MA
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