Por ocasião da abertura do Ano da Vida Consagrada, o papa Francisco escreve às Ab grupo pessoas consagradas. A carta tem por finalidade apresentar os objetivos, as expectativas e os horizontes do Ano da Vida Consagrada, que terá seu encerramento em 2 de fevereiro de 2016.

A Vida consagrada é convidada a olhar o passado com gratidão, pois cada carisma dado à Igreja por meio dos muitos institutos de vida Consagrada são dons do Espírito Santo ao mundo e buscam manifestar a presença de Deus com os mais diversos “rostos” respondendo ao grito da humanidade. Deus ouve a voz enviando “profetas” para fazer algo pela humanidade ferida.

Muitos, ao longo da história deram a vida no serviço gratuito ao reino. Quantos(as), no silêncio da oração cotidiana apresentaram ao Senhor o sofrimento e as alegrias do povo. Depositados no altar, a cada dia, na certeza que o Senhor ouve a oração do seu povo. Olhar o passado é dizer obrigado aos fundadores(as) pela abertura à ação do Espírito e acolher o desafio de iniciar uma obra sem recursos, sem pessoas preparadas para realizar o que o Senhor pedia. Porém com um coração cheio de confiança naquele que capacita os que escolhe para exercer a missão que ele deseja que realizem em seu nome. Agradecer aos primeiros(as) que disseram sim nas mais diversas formas de vida consagrada e iluminam com sua generosidade, amor, alegria e dedicação a realidade do mundo que os cerca. Quantas escolas, hospitais, pastorais, Meios de Comunicação, Ações sociais foram realizadas por amor ao reino.

A vida consagrada não tem um dono, uma congregação não tem um dono o único que a possui é o Senhor, pois foi dele que nasceu, e para ele serve ao mundo. Todos pertencemos ao Senhor. Não podemos jamais perder essa referência que é única, só assim podemos continuar olhando o passado com imensa gratidão por tudo o que Deus fez por nós e caminhar rumo ao futuro sendo guardiões e responsáveis por fazer crescer e multiplicar o dom de Deus.

Outro convite é viver o presente com paixão, pois a lembrança agradecida do passado impele-nos a uma escuta atenta daquilo que o Espírito diz hoje à Igreja; estar atentos(as) os sinais dos tempos. Ter a coragem de ser sinal da presença amorosa do Senhor no meio do povo. Continuar depositando, em cada celebração eucarística, adoração as dores e alegrias da humanidade. Hoje mais do nunca, em muitos locais abraçar a morte na certeza da ressurreição para continuar sendo sinal credível de Cristo em um mundo de extremismo religioso. Abraçar o extremo para salvar vidas como muitos estão fazendo em áreas onde a fé não pode ser manifestada livremente.

Ser sinal de alegria e gratidão vivendo uma vida pobre, casta e obediente no seguimento de Jesus que é o Caminho a Verdade e a Vida. Não temos “coisas” para dar, mas podemos apontar para Ele que o Mestre da humanidade e Nele cada um possa encontrar o sentido do existir.

Também é preciso abraçar com esperança o futuro é o terceiro objetivo que se pretende neste Ano, uma vez que “a esperança de que falamos não se funda sobre números ou sobre as obras, mas sobre Aquele em quem pusemos a nossa confiança (cf. 2 Tm 1, 12) e para quem nada é impossível (Lc 1, 37)”.  Cremos que o Senhor nunca nos abandonará, jamais nos deixará caminhar nas trevas, pois Ele é a luz do mundo (cf. Jo 8,12). Um convite à vida consagrada a dar ao mundo esperança, caminhar na certeza da presença do Senhor, senti-lo próximo. O Senhor se revela nas mais diversas “faces”, saber olhar e acolher. Um futuro para os jovens que sentem arder o coração pelo Senhor e desejam consagrar suas vidas. Um futuro para as famílias que podemos apresentar a seus filhos um caminho de entrega, luz e graça. Um futuro cheio do Espírito, o mesmo que fez nascer cada congregação. Não podemos deixar a chama apagar.

O Papa Francisco pede aos bispos que sejam solícitos no promover nas respectivas comunidades “os carismas distintos, apoiando, animando e ajudando no discernimento para que a beleza e a santidade da vida consagrada resplandeçam na Igreja”.

Queremos neste final de artigo agradecer a vida religiosa consagrada presente no Apostolado Brasileiro que busca servir os imigrantes das mais diversas formas:

A Congregação dos Missionários(as) de São Carlos, também conhecidos como carlistas ou scalabrinianos(as) – Padre Volmar Scaravelli, Padre Ademir Guerini, Padre Armando Gama Gomez e Irmã Elisete Signor.

Padre Miguel Goncalves pertencente a ordem dos Padres Orionitas e Padre João Davin Redentorista.

Contamos também com Ir. Helena Dabrieo das Irmãs de Notre Dame e Irmã Líria Grade das Irmãs Paulinas.

Os padres diocesanos trazem a marca de uma espiritualidade para servir o povo, inspirados na vida do Padre São João Maria Vianey, O Cura de Ars:  Padre Adriano Albino Castro, Padre Jonas D. Christal, Padre Eduardo Palmas Marques, Padre Adriano Albino Castro, Padre Juliano Ribeiro Almeida, Padre Steven Clemens, Padre Francisco Martins, Padre Valdir Mesquita Ferreira Lima, Padre Alfredo puchineli.

Neste ano da vida consagrada além de agradecer desejamos tornar conhecido o carisma de cada congregação e o bem que realizam no mundo, bem como a vida de cada padre e irmã que serve a comunidade brasileira.

Ir. Líria Grade fsp

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